FAQ.

Criamos esta página para que você possa tirar todas as suas dúvidas sobre:

- A Psicanálise;

- Quem pode se tornar um Psicanalista;

- Áreas de atuação;

Perguntas frequentes

O que é Psicanálise ?


Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da psique humana independente da Psicologia que tem origem na Medicina, desenvolvido por Sigmund Freud, médico que se formou em 1881, trabalhou no Hospital Geral de Viena e teve contato com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose. Em linguagem comum, o termo "psicanálise" é muitas vezes usado como sinônimo de "psicoterapia" ou mesmo de "psicologia". No entanto, psicologia refere-se à ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, psicoterapia refere-se ao uso clínico do conhecimento obtido por ela, ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo, e psicanálise refere-se à forma de psicoterapia baseada nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud. Psicanálise é, assim, um termo mais específico, sendo uma entre muitas outras abordagens de psicoterapia. A psicanálise não é uma ciência por não usar o método científico moderno. De acordo com Sigmund Freud, psicanálise é: - Um procedimento para a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo; - Um método (baseado nessa investigação) para o tratamento de distúrbios neuróticos; - Uma coleção de informações psicológicas obtidas ao longo dessas linhas, e que gradualmente se acumulou numa "nova" disciplina científica. Ainda segundo o seu criador, a psicanálise cresceu num campo muitíssimo restrito. No início, tinha apenas um único objetivo — o de compreender algo da natureza daquilo que era conhecido como doenças nervosas ‘funcionais’, com vistas a superar a impotência que até então caracterizara seu tratamento médico. Em sua opinião, os neurologistas daquele período haviam sido instruídos a terem um elevado respeito por fatos fisicoquímicos e patológico-anatômicos e não sabiam o que fazer do fator psíquico e não podiam entendê-lo. Deixavam-no aos filósofos, aos místicos e — aos charlatães; e consideravam não científico ter qualquer coisa a ver com ele. O método psicanalítico basiea-se no manejo da transferência e da resistência em análise. O analisado, numa postura relaxada, é solicitado a dizer tudo o que lhe vem à mente (método de associação livre). Suas aspirações, angústias, sonhos e fantasias são de especial interesse na escuta, como também todas as experiências vividas são trabalhadas em análise. Escutando o analisado, o analista tenta manter uma atitude empática de neutralidade. Uma postura de não-julgamento, visando a criar um ambiente seguro.




Qua a diferença entre Psiquiatra, Psicólogo e Psicanalista


O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista. O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta é realizada em 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados. O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilitam o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras. O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental. Já o psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. O psicanalista pode ter formação em diferentes áreas.




É preciso ter curso superior para ser Psicanalista?


A Psicanálise não é uma Profissão Regulamentada no Brasil, e em nenhum outro país do mundo, o que quer dizer, entre outras coisas, que não existe nenhum Curso de Graduação Superior em Psicanálise autorizado ou mesmo reconhecido pelo MEC. Por outro lado, quando o Ministério do Trabalho e Emprego reconheceu a ocupação de Psicanalista no Brasil, conforme CBO n.º 2515-50 não fez nenhuma exigência quanto à necessidade de Curso Superior para que estes profissionais pudessem desempenhar esta atividade. Segundo a Ordem Nacional dos Psicanalistas, o que há é um consenso geral entre as Sociedades Psicanalíticas, que, visando manter elevado o padrão intelectual de seus cursos, normatizaram que apenas seriam aceitos como alunos, pleiteantes com Graduação Superior em qualquer área do saber, todavia, não há nenhuma Lei que faça esta exigência ou mesmo defina este pré-requisito. Sabemos que o Profissional Psicanalista deve ser dotado de boa educação, requinte, amplos conhecimentos gerais, elevados padrões de conduta ética e moral, além de sólidos conhecimentos da Teoria e Técnica Psicanalítica, contudo, não é o fato de ter ou não um curso superior que tornará o candidato apto para ser um Psicanalista. O IFP entende que ter uma Graduação é o IDEAL, mas não é OBRIGATÓRIO, assim sendo, qualquer ação coerciva, punitiva, repressora ou discriminatória à Profissionais Psicanalistas não-graduados, será uma afronta direta aos direitos constitucionais estabelecidos pela Constituição Federal Brasileira que em seu Título II, artigo 5º, deixa claro o fato de que "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” e também que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer", incisos II e XIII respectivamente.




Por que o psicanalista não dá diagnósticos ou prescreve tratamentos formalmente?


O que acontece é que o psicanalista não trabalha em uma clínica médica em que possa prescrever tratamentos médicos. Ele não se encontra em uma situação em que pode encaminhar formalmente pacientes para outros profissionais da medicina. Isso, claro, a não ser que ele seja médico. Contudo, caso o encaminhamento seja feito informalmente, não é necessário se preocupar com nenhum obstáculo. Nesse contexto, é necessário explicar porque isto é assim. Quem se forma em Psicanálise não necessariamente tem um conhecimento formal em Medicina. Isso porque não é necessário ter cursado Medicina ou Psicologia para exercer a profissão de psicanalista. Assim sendo, a recomendação de outros profissionais não é feita levando em consideração algum tipo de experiência prévia, mas apenas um conhecimento um pouco mais profundo na área.




Se o psicanalista pode clinicar, o que ele não pode fazer?


As tarefas que um psicanalista não pode desempenhar: • Prescrever remédios;
• Indicar outro profissional formalmente;
• Misturar seus dogmas religiosos aos do paciente;
• Indicar ou sugerir uma religião para que ele melhore;
• Diagnosticar doenças;
• Buscar tratamentos para as doenças;
• Pedir exames sejam eles quais forem;
• Atuar como médico (a não ser que seja formado em medicina) Sabemos que pode ser difícil, às vezes, separar a função do psicanalista com a do médico ou psicólogo. No entanto, é importante que seja feita e que além disso, fique claro qual o papel do Psicanalista. Tanto o profissional quanto seus pacientes devem ter em mente que ele é um terapeuta e não médico. O psicanalista pode clinicar, mas dentro da área dele. Seu papel é o da observação, do acolhimento, da aceitação do problema e da busca da solução. Por meio de seus recursos.




Me formei e já tenho meu certificado. O que eu posso fazer a partir de agora?


Antes de responder a esta pergunta, gostaríamos de passar algumas informações e dicas sobre o que fazer após a conclusão do curso. Assim, discutiremos algumas alternativas para quem quer atuar como psicanalista. Algumas possibilidades são apresentadas abaixo: • Se você já se sentir preparado, poderá abrir um consultório e começar com os seus atendimentos; • Se não se sente preparado, você pode tentar um estágio em algum consultório; • Ou quem sabe dividir um espaço com outro psicanalista e ganhar um pouco de experiência enquanto observa. Nesse contexto, não importa muito o tempo que leve para você abrir o seu consultório. Assim, o que ditará o tempo será a sua segurança em lidar com pessoas que possuem traumas, e frustrações. Ademais, são seres humanos que buscam por uma resposta, um caminho, uma ajuda. São pessoas que estão procurando por alívio e cura. Dessa forma, recomendamos que quando estiver pronto, abra seu próprio consultório. No entanto, até lá, procure estudar e observar pessoas: afinal o seu material de trabalho será o objeto humano. Não existe nenhuma lei que proíba o Psicanalista de clinicar, afinal ele se formou e estudou para isto. Contudo, o único fator que pode o impedir será a insegurança ou incerteza que tem com relação ao que foi aprendido.




O que se espera da atuação de um Psicanalista?


Assim como se espera de um psicanalista que ele faça a avaliação dos comportamentos de um individuo ou paciente, também espera-se que ele indique terapias individuais ou em grupos. Dessa forma, cabe a ele também a orientação sobre as fobias ou traumas. Isso com relação a um indivíduo ou a um problema generalizado, que pode afetar os relacionamentos de uma família ou equipe. Nesse contexto, o trabalho envolve ainda a reeducação para algumas coisas e conceitos arraigados ao longo do tempo com a educação recebida. Em quase todos os casos, é uma atividade que precisa de acompanhamento contínuo para que os resultados esperados sejam alcançados. Assim sendo, a orientação e acompanhamento das atividades propostas se fazem necessárias. Isso com o objetivo de analisar e garantir que os resultados sejam obtidos. Contudo, caso o resultado não seja o esperado, o psicanalista precisará mudar o método de auxílio. Nesse contexto, nem sempre isso envolve a indicação de outro profissional, como em um encaminhamento clínico. Diante desta informação, algumas pessoas podem se questionar: Uma vez que psicanalista pode clinicar, qual a razão de ele não poder indicar um outro profissional. No entanto, essa pergunta está um pouco equivocada.